{"id":311,"date":"2011-05-12T12:06:05","date_gmt":"2011-05-12T14:06:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrabarrafunda.com.br\/noticias\/?p=311"},"modified":"2019-04-29T17:21:04","modified_gmt":"2019-04-29T20:21:04","slug":"faccao-na-barra-funda-tenta-manter-estrutura-de-cooperativa-dizem-promotores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrabarrafunda.com.br\/sobre\/faccao-na-barra-funda-tenta-manter-estrutura-de-cooperativa-dizem-promotores\/","title":{"rendered":"Fac\u00e7\u00e3o na Barra Funda tenta manter estrutura de cooperativa, dizem promotores"},"content":{"rendered":"<div class=\"7c2b2ddf12efdbbbe85a507d14b9627a\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>Cinco anos ap\u00f3s os ataques de maio de 2006, a fac\u00e7\u00e3o criminosa que age  dentro e fora dos pres\u00eddios de S\u00e3o Paulo est\u00e1 mais estruturada e investe  n\u00e3o s\u00f3 no tr\u00e1fico, mas na tentativa de manter um sistema lucrativo,  segundo promotores do Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especial de Combate ao Crime  Organizado (Gaeco), \u00f3rg\u00e3o do do Minist\u00e9rio P\u00fablico encarregado da  investiga\u00e7\u00e3o de quadrilhas desse tipo.<\/p>\n<p>O que preocupa agora n\u00e3o s\u00e3o apenas as drogas, dizem eles. Mas o uso de  empresas de fachada para lavagem de dinheiro, a corrup\u00e7\u00e3o policial e a  busca de legitimaza\u00e7\u00e3o do poder atrav\u00e9s da elei\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos que  apoiam a causa do sistema penitenci\u00e1rio.<\/p>\n<p>De acordo com dados do MP, atualmente, a fac\u00e7\u00e3o tem cerca de 6 mil  integrantes dentro do sistema penitenci\u00e1rio e outros 1.500 fora das  cadeias, movimentando por m\u00eas at\u00e9 R$ 5 milh\u00f5es no estado.<\/p>\n<p>\u201cA fac\u00e7\u00e3o funciona como uma quadrilha que tenta arrigementar pessoas  para praticar crimes buscando o lucro e depois lava o dinheiro para dar  consist\u00eancia l\u00edcita ao resultado do tr\u00e1fico. \u00c9 poss\u00edvel e fact\u00edvel que  tentem eleger quem os apoie. Eles criam toda uma estrutura para dar  sustenta\u00e7\u00e3o ao crime e n\u00e3o sei at\u00e9 que ponto isso vai\u201d, disse ao <strong>G1<\/strong> o promotor Luiz Henrique Cardoso Dal Poz, coordenador dos Gaecos do estado.<\/p>\n<p>\u201cCombatemos o crime nas corregedorias, para reprimir a corrup\u00e7\u00e3o  policial, e tamb\u00e9m reprimimos a lavagem de dinheiro. Mas o que nos  preocupa \u00e9 que eles podem entrar no poder estatal atrav\u00e9s da pol\u00edtica.  J\u00e1 tivemos isso no caso do assassinato do prefeito de Jandira [em  dezembro de 2010, com a descoberta de um esquema de corrup\u00e7\u00e3o e desvio  de verbas e que gerou 7 den\u00fancias do MP] e a pris\u00e3o do candidato a  deputado estadual Ney Santos em Tabo\u00e3o da Serra, suspeito de liga\u00e7\u00e3o com  a fac\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o delegado-geral da Pol\u00edcia Civil paulista, Marcos  Carneiro. Ney Santos, que est\u00e1 em liberdade, negou as acusa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Como uma &#8216;cooperativa&#8217;<\/strong><br \/>\nA fac\u00e7\u00e3o foi criada em 1993 ap\u00f3s o massacre na Penitenci\u00e1ria do  Carandiru, quando 111 presos foram mortos pela pol\u00edcia durante uma  rebeli\u00e3o, e dizia defender os direitos dos detentos. Segundo o  Minist\u00e9rio P\u00fablico, desde 2006, a quadrilha ficou mais seletivida quanto  aos filiados, que pagam contribui\u00e7\u00e3o mensal. O dinheiro \u00e9 usado para  contrata\u00e7\u00e3o de advogados e ajuda \u00e0s fam\u00edlias.<\/p>\n<p>\u201cA fac\u00e7\u00e3o funciona como uma cooperativa bem organizada em que as  contribui\u00e7\u00f5es voltam em prol dos associados, como um plano de sa\u00fade.  Todo domingo saem do <a href=\"http:\/\/www.encontrabarrafunda.com.br\/barra-funda\/terminal-barra-funda.shtml\" target=\"_blank\">Terminal da Barra Funda<\/a>, na Zona Oeste da capital,  \u00f4nibus fretados que levam familiares \u00e0s penitenci\u00e1rias. Isso garante o  poder deles\u201d, diz o ex-secret\u00e1rio nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica Jos\u00e9  Vicente.<\/p>\n<p>\u201cAp\u00f3s os ataques de 2006, eles perceberam que n\u00e3o compensa comprar  briga com o estado, que eles precisam garantir os lucros e os benef\u00edcios  de forma silenciosa. O estado tamb\u00e9m agiu fortemente e passou a  monitorar e a conhecer as lideran\u00e7as do crime. O neg\u00f3cio do tr\u00e1fico \u00e9  custoso, tem que empregar gente, pagar policial corrupto, lavar  dinheiro. Tudo com sutileza\u201d, acrescenta Jos\u00e9 Vicente.<\/p>\n<p><strong>Estrutura empresarial<\/strong><br \/>\nA intelig\u00eancia do MP tem um levantamento detalhado com os nomes dos  chefes do crime organizado em cada regi\u00e3o da capital e do interior. Eles  s\u00e3o denominados \u201ctorres\u201d ou \u201csintonias\u201d. \u201cA fac\u00e7\u00e3o n\u00e3o perdeu sua  motiva\u00e7\u00e3o desde que foi criada, que \u00e9 defender os direitos dos detentos.  N\u00e3o busca s\u00f3 o lucro, como a m\u00e1fia, mas defende que a renda seja  revertida para os pr\u00f3prios integrantes\u201d, afirma um promotor especialista  na \u00e1rea. \u201cA quadrilha tem os setores bem divididos: tem a \u00e1rea  financeira, a de advogados, a parte de compra de armas, de compra de  drogas, de contabilidade. Como uma empresa estruturada\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA fac\u00e7\u00e3o sofreu frentes fortes de investiga\u00e7\u00e3o: seus l\u00edderes foram  identificados, formas de atua\u00e7\u00e3o e planejamento integralmente mapeadas e  os advogados colaboradores presos, processados e condenados, de forma  que a retra\u00e7\u00e3o era especialmente aguardada. A primeira condena\u00e7\u00e3o por  lavagem de dinheiro da fac\u00e7\u00e3o veio ap\u00f3s os atentados. Antes, n\u00e3o existia  registro de processo desta natureza. Enfim, o Estado reagiu. \u00c9 o que  explica o atual sil\u00eancio. Eles est\u00e3o menores do que eram, em raz\u00e3o da  contraofensiva do Estado\u201d, acredita o promotor Jos\u00e9 Reinaldo Guimar\u00e3es  Carneiro, especialista na fac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o promotor M\u00e1rcio S\u00e9rgio Christino, que obteve em 2010 a primeira  condena\u00e7\u00e3o do Marcos Herbas Camacho, o Marcola, como chefe da quadrilha,  n\u00e3o houve mudan\u00e7as de poder na organiza\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 uma estrutura com  car\u00e1ter de franquia, pois os l\u00edderes v\u00e3o delegando fun\u00e7\u00f5es e recebem  participa\u00e7\u00e3o nas vendas. Claro que h\u00e1 muitas bocas de venda de droga que  se autodenominam ligadas \u00e0 fac\u00e7\u00e3o. Por que se for de uma fac\u00e7\u00e3o rival,  h\u00e1 briga\u201d, diz Christino.<\/p>\n<p><strong>Repress\u00e3o policial<\/strong><\/p>\n<p>O comandante da Pol\u00edcia Militar do estado entende que o investimento em  intelig\u00eancia, tecnologia e a troca de informa\u00e7\u00f5es entre os \u00f3rg\u00e3os de  seguran\u00e7a fez com que a repress\u00e3o \u00e0 criminalidade aumentasse desde os  ataques de 2006. \u201cO poder deles hoje \u00e9 m\u00ednimo, n\u00e3o vejo uma organiza\u00e7\u00e3o  como a daquela \u00e9poca. Realizamos seguidas opera\u00e7\u00f5es com apreens\u00e3o de  armas e drogas no bairro da Barra Funda. Os infratores da lei aprenderam que enfrentar a pol\u00edcia  n\u00e3o \u00e9 um bom neg\u00f3cio\u201d, diz o coronel Alvaro Batista Camilo.<\/p>\n<p>Por meio de sua assessoria de imprensa, a\u00a0 Secretaria de Estado de  Seguran\u00e7a P\u00fablica diz que o estreitamento dos \u00f3rg\u00e3os de intelig\u00eancia das  pol\u00edcias e em tecnologia possibilitou desde 2006 a\u00e7\u00f5es preventivas  contra a fac\u00e7\u00e3o e os indicadores criminais em queda demonstram isso. J\u00e1 a  Secretaria de Administra\u00e7\u00e3o Penitenci\u00e1ria n\u00e3o respondeu.<\/p>\n<p>O advogado de  Marcola, Roberto Parentoni, diz que \u201cn\u00e3o reconhcece a exist\u00eancia\u201d da  fac\u00e7\u00e3o e que entrou com recurso contra a condena\u00e7\u00e3o por forma\u00e7\u00e3o de  quadrilha.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco anos ap\u00f3s os ataques de maio de 2006, a fac\u00e7\u00e3o criminosa que age dentro e fora dos pres\u00eddios de S\u00e3o Paulo est\u00e1 mais estruturada e investe n\u00e3o s\u00f3 no tr\u00e1fico, mas na tentativa de manter um sistema lucrativo, segundo promotores do Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), \u00f3rg\u00e3o do do Minist\u00e9rio P\u00fablico encarregado da investiga\u00e7\u00e3o de quadrilhas desse tipo. 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