{"id":410,"date":"2011-06-29T09:33:28","date_gmt":"2011-06-29T11:33:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrabarrafunda.com.br\/noticias\/?p=410"},"modified":"2019-04-29T17:21:02","modified_gmt":"2019-04-29T20:21:02","slug":"violencia-contra-mulher-vira-tema-de-grafites-de-grupo-feminista-na-barra-funda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrabarrafunda.com.br\/sobre\/violencia-contra-mulher-vira-tema-de-grafites-de-grupo-feminista-na-barra-funda\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia contra mulher vira tema de grafites de grupo feminista na Barra Funda"},"content":{"rendered":"<div class=\"7c2b2ddf12efdbbbe85a507d14b9627a\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>Quem passa pela pra\u00e7a Comandante Rafael Delgado Sobrinho, no bairro da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista, provavelmente j\u00e1  se deparou com o muro da CPTM (Companhia Paulista de Trens  Metropolitanos) em que um enorme grafite cont\u00e9m o nome de mulheres que  foram v\u00edtimas em alguns casos de ampla repercuss\u00e3o na imprensa: M\u00e9rcia  Nakashima, Sandra Gomide, Elo\u00e1 Pimental, Eliza Sam\u00fadio. O que muita  gente n\u00e3o sabe \u00e9 que, ao inv\u00e9s de um protesto isolado, o desenho faz  parte de um trabalho igualmente amplo de um grupo de \u201cgrafiteiras  feministas\u201d.<\/p>\n<p>Criado pelo Grif (Grupo Revolucion\u00e1rio de Integra\u00e7\u00e3o Feminina) Ma\u00e7\u00e3s  Podres, o grafite faz parte do projeto chamado Arte pelo Enfrentamento  da Viol\u00eancia Contra Mulheres, coordenado por Val\u00e9ria Melki Busin da ONG  Cat\u00f3licas pelo Direito de Decidir. Ana Clara Marques \u00e9 integrante do  grupo, junto com Patrick Monteiro e Fernanda Sunega.<\/p>\n<p>&#8211; A ideia [inicial] era de que dev\u00edamos organizar dois murais: um com  a tem\u00e1tica \u201cmulheres pelo fim da viol\u00eancia\u201d, e um segundo, \u201chomens pelo  fim da viol\u00eancia\u201d, onde cada artista teria que desenvolver grafites que  abordassem a luta contra a viol\u00eancia sofrida pelas mulheres.<\/p>\n<p>Segundo Ana, o painel da Barra Funda, feito por um total de oito  artistas, foi concebido \u201cpor mulheres grafiteiras\u201d como parte da  campanha mundial \u201c16 dias de Ativismo\u201d pelo fim da viol\u00eancia contras as  mulheres. Mas o grafite na zona oeste \u00e9 apenas &#8220;um&#8221; dentro de um  conjunto de obras das artista que decoram muros em v\u00e1rios pontos da  Grande S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>Zona leste e ABC<\/strong><\/p>\n<p>Na esta\u00e7\u00e3o da CPTM de Santo Andr\u00e9, no ABC, foi feito o\u00a0mural \u201chomens  pelo fim da viol\u00eancia\u201d. Em S\u00e3o Miguel Paulista, na zona leste da  capital, tr\u00eas trabalhos protestam contra o fato de o\u00a0principal suspeito  do assassinato de M\u00e9rcia Nakashima,\u00a0Mizael Bispo, ainda estar foragido.<\/p>\n<p>&#8211; Nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 tornar vis\u00edvel o que geralmente \u00e9 esquecido pelo  grande p\u00fablico j\u00e1 que s\u00e3o tantas as mulheres mortas todos os dias no  Brasil. Tentamos utilizar a linguagem art\u00edstica como forma de  manifesta\u00e7\u00e3o social e conscientiza\u00e7\u00e3o, principalmente devido ao fato de  as crian\u00e7as responderem muito bem a este tipo de interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos casos dos assassinatos como o de M\u00e9rcia Nakashima e de  todos os outros nomes inscritos no mural, o grupo tem uma opini\u00e3o bem  formada. Para o Grif Ma\u00e7\u00e3s Podres, esses crimes s\u00e3o a prova viva de uma  sociedade machista.<\/p>\n<p>&#8211; Atrav\u00e9s do grafite, de alguma forma, n\u00f3s nos posicionamos, denunciamos  e reivindicamos a Justi\u00e7a de um modo que, muitas vezes, a sociedade  brasileira deseja que se atinja no pa\u00eds. A arte de rua \u00e9 um instrumento  capaz de sensibilizar as pessoas, independente da classe social, da  ra\u00e7a, do g\u00eanero ou da religi\u00e3o. Temos que, de algum modo, dialogar  tamb\u00e9m com os homens, pois a rela\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia est\u00e1 inserida na  incapacidade masculina de lidar com as emo\u00e7\u00f5es de perda, e assim, nada \u00e9  mais condizente do que usar a arte feminista para expressar nossas  opini\u00f5es.<br \/>\n<em><br \/>\nFonte: R7<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem passa pela pra\u00e7a Comandante Rafael Delgado Sobrinho, no bairro da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista, provavelmente j\u00e1 se deparou com o muro da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) em que um enorme grafite cont\u00e9m o nome de mulheres que foram v\u00edtimas em alguns casos de ampla repercuss\u00e3o na imprensa: M\u00e9rcia Nakashima, Sandra Gomide, Elo\u00e1 Pimental, Eliza Sam\u00fadio. 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