{"id":502,"date":"2011-08-19T01:02:02","date_gmt":"2011-08-19T03:02:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrabarrafunda.com.br\/noticias\/?p=502"},"modified":"2019-04-29T17:21:00","modified_gmt":"2019-04-29T20:21:00","slug":"banda-lanca-disco-multiplataforma-na-barra-funda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrabarrafunda.com.br\/sobre\/banda-lanca-disco-multiplataforma-na-barra-funda\/","title":{"rendered":"Banda lan\u00e7a disco multiplataforma na Barra Funda"},"content":{"rendered":"<div class=\"7c2b2ddf12efdbbbe85a507d14b9627a\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>Num espa\u00e7oso apartamento no bairro da Barra Funda, em S\u00e3o Paulo, entre instrumentos musicais, m\u00f3veis antigos, discos de vinil de Nina Simone, Beatles e Tom Waits, uma gata e at\u00e9 um toco de \u00e1rvore que a tempestade derrubou semanas atr\u00e1s, moram tr\u00eas integrantes do quinteto mato-grossense Vanguart. Ali, nos sof\u00e1s da sala, o vocalista e violonista Helio Flanders e o baixista Reginaldo Lincoln come\u00e7aram a compor v\u00e1rias das 13 can\u00e7\u00f5es do esperado segundo disco de est\u00fadio da banda, \u201cBoa Parte de Mim Vai Embora\u201d (Vigilante\/Deck).<\/p>\n<p>O \u00e1lbum foi lan\u00e7ando virtualmente ontem, com a\u00e7\u00f5es inovadoras como aplicativo para Android, iPad e iPhone. Al\u00e9m das can\u00e7\u00f5es, h\u00e1 not\u00edcias sobre o grupo e informa\u00e7\u00f5es sobre os shows, como o de s\u00e1bado no Sesc Vila Mariana, quando sai o CD f\u00edsico. Algumas faixas, como \u201cDepressa\u201d e \u201cSe Tiver Que Ser na Bala, Vai\u201d (que Flanders comp\u00f4s sozinho numa praia deserta onde se exilou por um m\u00eas), j\u00e1 v\u00eam sendo postadas pela banda em sua p\u00e1gina no Facebook para esquentar o lan\u00e7amento.<\/p>\n<p>A primeira diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro \u00e1lbum, \u201cVanguart\u201d (2007), \u00e9 que desta vez n\u00e3o h\u00e1 nenhuma letra em ingl\u00eas. Todas s\u00e3o em portugu\u00eas com trechos em espanhol na primeira faixa, \u201cMi Vida Eres Tu\u201d, que tem um ar brega de Waldick Soriano, de Reginaldo Rossi. \u201cA gente vai fazer outro \u00e1lbum em ingl\u00eas pra lan\u00e7ar na internet, que n\u00e3o tem nada a ver com o Vanguart em portugu\u00eas\u201d, diz Flanders, que defende o ingl\u00eas como escolha meramente est\u00e9tica, n\u00e3o mercadol\u00f3gica. Para Lincoln, como letrista foi importante \u201cse libertar e falar as coisas em portugu\u00eas\u201d. \u201cFomos aos poucos nos revelando corajosos nesse sentido um pro outro.\u201d<\/p>\n<p>Vindos de Cuiab\u00e1 h\u00e1 cinco anos, os integrantes da banda acham bom que tenham dado esse longo intervalo entre o primeiro e o segundo \u00e1lbum de est\u00fadio. No meio do caminho teve o Multishow Registro ao vivo, com algumas faixas in\u00e9ditas, mas esse n\u00e3o conta muito. \u201cAqui tocamos mais, fazemos mais shows, conhecemos outros m\u00fasicos. Isso fez a gente sair do patamar quase profissional para semiprofissional e talvez chegar ao profissional de verdade\u201d, diz o baterista Douglas Godoy.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a musical nem foi tanta, o grupo continua fazendo folk-rock, mas sempre \u201cbuscando coisas novas nessa linha\u201d, diz Godoy. \u201cFoi uma evolu\u00e7\u00e3o natural de arranjo e de composi\u00e7\u00e3o\u201d, emenda o tecladista Luiz Lazzaroto. \u201cS\u00e3o Paulo juntou mais a gente no dia a dia, mas quando gravamos o primeiro disco em Cuiab\u00e1, a gente tamb\u00e9m tinha a casa para trabalhar. Acho que conseguimos trazer essa viv\u00eancia, essa coisa da \u2018nossa casa\u2019, para tamb\u00e9m ter um conforto musical\u201d, diz Lincoln. Dessa maneira, evitam tamb\u00e9m cair no clich\u00ea da saudade de quem teve de partir.<\/p>\n<p>DESPEDIDAS<\/p>\n<p>As reflexivas letras das can\u00e7\u00f5es versam muito sobre aus\u00eancias, despedidas, desilus\u00f5es, dores de amor e morte. N\u00e3o que isso seja novidade. \u201cSem\u00e1foro\u201d, que abria o \u00e1lbum anterior e virou hit, tinha o verso \u201ctodos os meus amigos querem morrer\u201d como golpe final. H\u00e1 at\u00e9 quem identifique algo de Legi\u00e3o Urbana em \u201cSe Tiver Que Ser na Bala, Vai\u201d, mas n\u00e3o foi intencional, embora eles achem que possa ter alguma rela\u00e7\u00e3o nesse aspecto da melancolia, que parece bater mais forte agora.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o v\u00e1rios fatores. O lance da morte \u00e9 que sou levemente profundamente hipocondr\u00edaco\u201d, diz Flanders, em tom bem-humorado. \u201cTive perdas na minha vida tamb\u00e9m, como todo mundo tem. Para mim, essa \u00e9 a grande reflex\u00e3o da vida &#8211; acho que isso vem dos poetas que leio, desde Walt Whitman at\u00e9 \u00c1lvaro de Campos -, \u00e9 o grande mist\u00e9rio. E na hora em que voc\u00ea se v\u00ea sozinho numa cidade deste tamanho e vai pro seu quarto refletir, logicamente vai pensar nisso.\u201d<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m sente um certo \u201cbode\u201d em rela\u00e7\u00e3o a gente que est\u00e1 \u201cabrandando a vida e os sentimentos\u201d, fazendo an\u00e1lise. \u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil fazer arte no Brasil, \u00e9 um ato de coragem mesmo e se a gente vai compor, tem de falar do que est\u00e1 rolando. Nos \u00faltimos dois anos parece que os cantores que ficaram mais cool, mais hype ignoraram essa fatia da vida. Acho legal at\u00e9, j\u00e1 est\u00e1 dura a vida, vamos ouvir m\u00fasicas mais pra cima, mas tamb\u00e9m n\u00e3o d\u00e1 pra se iludir com as coisas.\u201d<\/p>\n<p>Houve um momento em que Flanders achou que o disco estava muito a cara de \u201cDrama 3.\u00ba Ato\u201d, de Maria Beth\u00e2nia, depr\u00ea demais, e entrou em conflito. \u201cMas \u00e9 a nossa onda, \u00e9 o meu jeito de escrever. Acho que o pr\u00f3ximo disco que a gente lan\u00e7ar n\u00e3o vai ser essa tem\u00e1tica desse jeito\u201d, diz o cantor, que, como Lincoln, passou por \u201csepara\u00e7\u00f5es traum\u00e1ticas\u201d.<\/p>\n<p>No primeiro CD, Flanders, Lincoln, Godoy, Lazzaroto e David Dafr\u00e9 (guitarra) contaram com um quarteto de cordas. Agora h\u00e1 a violinista Fernanda Kostchak integrada \u00e0 banda e as m\u00fasicas em que ela toca \u201cacabaram existindo muito por conta dela\u201d. Fernanda &#8211; que est\u00e1 na capa do disco ao lado de Cida Moreira, Daniela Dams e Rafaela Tomasi &#8211; \u201ctrouxe uma luz\u201d para o quinteto \u201cEst\u00e1vamos s\u00f3 os cinco tocando juntos havia seis anos, foi bom ter uma pessoa nova. Acho que o disco n\u00e3o teria esse resultado sem a Fernanda. Ela n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 na m\u00fasica, est\u00e1 na alma desse disco tamb\u00e9m\u201d, diz Flanders.<\/p>\n<p>A ideia da capa \u00e9 da \u201ccasa tomada\u201d, refer\u00eancia ao escritor argentino Julio Cort\u00e1zar, outro de quem Flanders \u00e9 profundo admirador: \u201cOs homens v\u00e3o embora e as mulheres seguram as pontas \u00c9 uma maneira de homenage\u00e1-las\u201d, diz o compositor.<\/p>\n<p><em>Fonte: Di\u00e1rio do Par\u00e1<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num espa\u00e7oso apartamento no bairro da Barra Funda, em S\u00e3o Paulo, entre instrumentos musicais, m\u00f3veis antigos, discos de vinil de Nina Simone, Beatles e Tom Waits, uma gata e at\u00e9 um toco de \u00e1rvore que a tempestade derrubou semanas atr\u00e1s, moram tr\u00eas integrantes do quinteto mato-grossense Vanguart. Ali, nos sof\u00e1s da sala, o vocalista e violonista Helio Flanders e o baixista Reginaldo Lincoln come\u00e7aram a compor v\u00e1rias das 13 can\u00e7\u00f5es do esperado segundo disco de est\u00fadio da banda, \u201cBoa Parte de Mim Vai Embora\u201d (Vigilante\/Deck). 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