Desempenho inicial promissor em São Paulo
No dia 28 de março de 2026, a seleção feminina de rugby sevens do Brasil, conhecida como Yaras, iniciou sua participação na terceira etapa do SVNS2 2026, realizada em São Paulo. Com uma forte presença de público no estádio do Nacional, na Barra Funda, as Yaras entraram em campo com determinação. No primeiro dia do torneio, a equipe conseguiu vencer dois de seus três jogos, um deles sendo contra a seleção da República Popular da China, que se mostrou um adversário desafiador. A vitória sobre a Argentina, atual campeã das duas etapas anteriores, foi particularmente significativa, elevando as esperanças da equipe para a classificação na série mundial, programada entre os meses de abril e junho.
Vitória emocionante contra a República Popular da China
No primeiro jogo do sábado, a equipe brasileira enfrentou a República Popular da China. O jogo começou sob pressão, com a equipe chinesa marcando primeiro e levando as Yaras a defensiva. Contudo, no último lance do primeiro tempo, a equipe brasileira conseguiu vencer a pressão e, após uma recuperação de posse, movimentou a bola rapidamente até encontrar uma oportunidade. A jogada culminou em um try de Thalia Costa, que empatou a partida em 5 a 5. No início do segundo tempo, a equipe brasileira continuou a mostrar seu potencial, com Yasmim Soares e novamente Thalia Costa cruzando a linha para garantir a vitória por 19 a 17, mantendo viva a esperança de avança para a próxima fase.
Clássico sul-americano: Brasil x Argentina
O segundo jogo do dia trouxe uma rivalidade de peso: a Argentina. As argentinas, que já estavam classificadas para a Série Mundial, enfrentaram o Brasil em um clássico sul-americano marcado por alta intensidade. Um primeiro tempo tenso se desenrolou, onde ambas as equipes buscaram controlar o jogo, mas foi após um período estratégico que a equipe brasileira finalmente encontrou o caminho para o try, com Camila Isis garantindo 5 a 0 ao final do tempo regulamentar. No segundo tempo, as Yaras mantiveram a pressão e ampliaram o placar com tries de Yasmim Soares e Thalia Costa, finalizando o jogo em 17 a 0 e solidificando sua posição no torneio.

Como a comunicação fez a diferença
De acordo com Isadora Lopes, uma das jogadoras-chave do time, os treinos focados em melhorar a comunicação entre as atletas foram fundamentais para o sucesso nas partidas. Em momentos críticos durante o jogo contra a República Popular da China, a comunicação clara e eficaz permitiu que as jogadoras se reorganizassem rapidamente em campo, resultando em jogadas mais fluidas. Isadora mencionou: “Estávamos sempre atentas às chamadas uma da outra, e isso fez toda a diferença para abrirmos espaço e finalizarmos em tries”.
Análise da derrota para a África do Sul
No terceiro e último jogo do dia, as Yaras enfrentaram a África do Sul. A equipe brasileira começou bem, com um try logo no início, mas não conseguiu manter a dianteira. Após uma série de jogadas bem elaboradas, as sul-africanas conseguiram responder e virar o jogo com um total de quatro tries, garantindo a vitória por 26 a 12. A jogadora Camila Isis lamentou a derrota, dizendo que, embora tenha sido um dia emocional, a confiança na equipe permanecia alta e que o foco deveria ser a energia positiva da torcida no dia seguinte.
Importância da classificação para a Série Mundial
A meta principal das Yaras durante este torneio é garantir um lugar na Série Mundial, uma competição que ocorre entre abril e junho. Para alcançar este objetivo, o Brasil precisa terminar em uma posição superior à República Popular da China e superar a seleção do Quênia. A participação na Série Mundial é crucial não apenas para o desenvolvimento das jogadoras, mas também para a promoção do rugby feminino no Brasil, servindo como um catalisador para o crescimento do esporte no país.
Desafios enfrentados pelas Yaras
Ao longo do torneio, as Yaras enfrentaram desafios significativos, não apenas na forma de adversários fortes, mas também as dificuldades típicas de um campeonato intenso, como a pressão das expectativas e a exigência física das partidas. A capacidade de se manter focada e adaptar-se rapidamente durante as partidas foi um ponto central para o desempenho até agora. A equipe precisou ajustar seu jogo conforme as condições mudavam e, particularmente no jogo contra a África do Sul, aprender lições valiosas sobre resistência e trabalho em equipe.
Análise das jogadoras em destaque
Algumas jogadoras se destacaram durante o torneio até o momento. Thalia Costa foi fundamental para o ataque, anotando tries decisivos. Yasmim Soares não só contribuiu com pontos, mas também com jogadas defensivas que foram vitais para manter a equipe competitiva. A capitã, Aline Furtado, também teve um papel de liderança importante, motivando suas companheiras e sintonizando a equipe em momentos críticos.
Expectativas para o último dia do torneio
O último dia do torneio se aproxima com as Yaras ainda na disputa. Enfrentarão as seleções da Espanha e do Quênia, jogos que serão cruciais para a classificação. A equipe deverá utilizar a experiência adquirida nos jogos anteriores e a energia do público para garantir seu lugar na Série Mundial. A confiança e a determinação demonstradas até agora indicam que as Yaras estão prontas para o desafio final.
O futuro do rugby feminino no Brasil
O desempenho das Yaras durante este torneio é um reflexo do crescimento do rugby feminino no Brasil. Com cada competição, as jogadoras não apenas ganham experiência, mas também inspiram a próxima geração de atletas. O apoio da torcida e a crescente visibilidade do esporte são igualmente importantes para o futuro. O sucesso nesta competição pode potencialmente abrir portas para mais investimentos e desenvolvimento do rugby feminino em nível nacional.


